HISTÓRIA E EVOLUÇÃO DOS SISTEMAS DE GESTÃO
Origem do artigo: Wikipédia
* O artigo original foi mesclado com outras informações e simplificado.
MRP e ERP
- Enterprise Resource Planning Planejamento de Recursos Empresariais - são sistemas de informações transacionais(OLTP) cuja função é armazenar, processar e organizar as informações geradas nos processos organizacionais agregando e estabelecendo relações de informação entre todas as áreas de uma companhia.
Os ERPs em termos gerais, são uma plataforma de software desenvolvida para integrar os diversos departamentos de uma empresa, possibilitando a automatização e armazenamento de todas as informações de negócios.
No final da década de 50, quando os conceitos modernos de controle tecnológico e gestão corporativa tiveram seu início, a tecnologia vigente na época era baseada nos gigantescos mainframes que rodavam os primeiros sistemas de controle de estoques ? atividade pioneira da interseção entre gestão e tecnologia. A automatização era cara, lenta ? mas já demandava menos tempo que os processos manuais ? e para poucos.
No início da década de 70, a expansão econômica e a maior disseminação computacional geraram o avô dos ERPs, os MRPs (Material Requirement Planning ou planejamento das requisições de materiais). Eles surgiram já na forma de conjuntos de sistemas, também chamados de pacotes, que conversavam entre si e que possibilitavam o planejamento do uso dos insumos e a administração das mais diversas etapas dos processos produtivos.
Seguindo a linha evolutiva, a década de 80 marcou o início das redes de computadores ligadas a servidores ? mais baratos e fáceis de usar que os mainframes ? e a revolução nas atividades de gerenciamento de produção e logística. O MRP se transformou em MRP II (que significava Manufacturing Resource Planning ou planejamento dos recursos de manufatura), que agora também controlava outras atividades como mão-de-obra e maquinário.
Na prática, o MRP II já poderia ser chamado de ERP pela abrangência de controles e gerenciamento. Porém, não se sabe ao certo quando o conjunto de sistemas ganhou essa denominação.
Uma datação interessante é 1975, ano no qual surgiu a empresa alemã ? um símbolo do setor ? SAP (Systemanalyse and Programmentwicklung, na tradução literal Análise de Sistemas e Desenvolvimento de Programas). Com o lançamento do software R/2, ela entrou para a história da área de ERP e ainda hoje é seu maior motor de inovação.
O próximo passo, já na década de 80, serviu tanto para agilizar os processos quanto para estabelecer comunicação entre essas ?ilhas? departamentais. Foram então agregados ao ERP novos sistemas, também conhecidos como módulos do pacote de gestão. As áreas contempladas seriam as de finanças, compras e vendas e recursos humanos, entre outras, ou seja, setores com uma conotação administrativa e de apoio à produção ingressaram na era da automação.
A nomenclatura ERP ganharia muita força na década de 90, entre outras razões pela evolução das redes de comunicação entre computadores e a disseminação da arquitetura cliente/servidor ? microcomputadores ligados a servidores, com preços mais competitivos ? e não mais mainframes. E também por ser uma ferramenta importante na filosofia de controle e gestão dos setores corporativos, que ganhou aspectos mais próximos da que conhecemos atualmente.
As promessas eram tantas e tão abrangentes que a segunda metade daquela década seria caracterizada pelo boom nas vendas dos pacotes de gestão. E, junto com os fabricantes internacionais, surgiram diversos fornecedores brasileiros, empresas que lucraram com a venda do ERP como um substituto dos sistemas que poderiam falhar com o bug do ano 2000 ? o problema na data de dois dígitos nos sistemas dos computadores.
ERP 2
O ERP 2 tem como principal característica, além da integração dos sistemas, a ênfase na colaboração comercial que utiliza a Internet ? atividade que também podemos chamar de e-commerce. Além de desenvolver produtos e formas de comercialização específicas, ele permite ainda o incremento do fluxo de informações entre as corporações interligando sistemas entre elas, mais notadamente módulos do ERP.
Por meio do conceito ERP 2, o papel dos sistemas de gestão é amplificado, o que mostra a evolução contínua da família de sistemas. Se com o surgimento do termo ERP, nos anos 80, o foco era a otimização dos processos internos e o trânsito de informações restritas com entidades externas, como fornecedores, agora quebram-se algumas barreiras e é tênue a linha entre as ações internas e externas. Afinal, para que manter estoques de insumos dentro da sua fábrica quando um parceiro pode realizar entregas sob demanda de acordo com a necessidade da produção?
A filosofia presente no ERP 2 é possível graças à disseminação em larga escala da Internet, principal estrada para que o envio e o recebimento de dados aconteça na dinâmica do tempo real. Assim como foi alimentada pela forma globalizada com a qual a economia mundial atualmente trabalha.
A idéia de reunir empresas de um mesmo setor ? um bom exemplo na Web são os chamados marketplaces ? para transacionar, dividir insumos e informações é a soma disto, e só é possível graças ao controle e a integração dos sistemas de gestão com outros softwares.
Na segunda metade da década de 90 a moda entre os fornecedores era voltar o seu ERP para a Internet, fazendo com que os módulos pudessem ser atualizados pela grande rede e que trabalhadores remotos conseguissem acessar e alimentar o sistema por ela. As possibilidades que se abriram então foram amplas e não devem cessar. Como podemos comprovar com o uso de web services como conectores entre os sistemas.
Por meio dos web services, as informações de um fornecedor de fibra de carbono localizado na Europa alocadas em um ERP podem ser lidas na Internet com facilidade por um fabricante de barcos localizado no Sul do Brasil, sem que para isso este último possua o mesmo sistema de gestão. A integração, em especial a de perfil externa, ganha assim um aliado poderoso que muito em breve vai ser tão comum quanto o uso de um browser, o sistema que permite entrarmos em diferentes sites como o Explorer. O resultado é que já é comum que os sistemas de ERP tenham uma orientação para operar com os web services. (O Lêmure 3.0 está sendo desenvolvido com suporte a esta tecnologia.)